#11 Formatos de Baixo Custo


Quem viveu algumas das já ultrapassadas iniciativas da área de T&D nas empresas, recordará o quanto era caro produzir os materiais em apostilas, a diagramação de pdf e até os vídeos de treinamento. Poucas empresas dispunham desses recursos em qualidade e volume que atendesse a demanda interna.


Além disso, a demora para validar todas as etapas do processo resultava em materiais ficavam obsoletos que não conseguiam ser atualizados na mesma velocidade das mudanças internas. Temos como exemplo, uma gigante do setor de agronegócio que manteve seus funcionários assistindo ao mesmo vídeo de segurança por sete anos consecutivos, mesmo que os EPIs mostrados no material não correspondesse mais aos mesmos utilizados na área de trabalho. “Desconsiderem esse cinto de segurança porque o nosso agora tem dois mosquetões.” E assim, era realizada a tal integração de funcionários, pausando e corrigindo a informação do vídeo oralmente.


Essas e outras histórias representam um passado que dificilmente se repetirá, porque hoje ficou muito mais fácil fazer conteúdos em vídeos. Também ficou mais fácil criar outros formatos. Ainda que as empresas resistam um pouco a permitir novas concepções de vídeos em seus programas de formação de funcionários, não será possível resistir à forte influência das redes sociais e plataformas de vídeos. O volume e a velocidade de material disponibilizado fizeram até uma Rede Globo buscar novos formatos de programação. Não é difícil encontrar nos canais abertos programas no formato reality show. E se você não estiver convencido, procure cenas de novelas da década de 80 e compare com cenas de novelas atuais.


Contudo, os Vídeos Corporativos, sejam de treinamento técnico ou de desenvolvimento, continuam utilizando uma regra universal: contam histórias. O que realmente mudou desde o nascimento do cinema para cá é que a tecnologia para fazer filmes ficou muito mais acessível às pessoas leigas. Mesmo que algumas empresas da indústria de vídeos discordem desta premissa por várias razões, canais como o YouTube demonstram milhares de casos de sucesso com indivíduos comuns que empreenderam com seus conteúdos, utilizando formatos e equipamentos de baixo custo. Destacamos que basicamente todo mundo tem um equipamento de filmar no bolso. Os celulares conseguem imagens cada vez mais fantásticas, com qualidade de som que daria inveja a qualquer cineasta da década de 1930.


Por um lado isso é muito positivo, por outro lado, ainda é muito pouco utilizado como ferramenta dentro das empresas. Sim! Muito pouco se comparado ao potencial de volume possível. As pessoas nas organizações ainda insistem em formatos de programas da Rede Globo ao invés de utilizarem como inspiração os canais de youtubers e os diversos formatos já consagrados pela audiência. Preste atenção! O mais intrigante é que os mesmos profissionais que impedem a entrada desses formatos inovadores nas empresas, são os mesmos que consomem consomem e engrossam a estratosférica audiência deles fora delas. Sim, porque todo mundo recebe vídeo no Whatsapp, assiste vídeo no Facebook ou dá uma espiada num canal do YouTube.


Então, o que faz um vídeo ser interessante se não é um roteiro digno de Oscar, equipamentos que milionários, atores hollywoodianos e uma campanha de lançamento mundial?


1) Um vídeo corporativo precisa ter um conteúdo RELEVANTE

Isso quer dizer que o conteúdo tem que ser interessante para quem assiste. Esqueça formatos por enquanto, concentre-se no conteúdo. As pessoas querem conteúdo que façam a diferença e não um monte de blá blá blá da alta liderança com muito discurso e pouca ação. Felizmente diretores e demais executivos não sabem de tudo o tempo todo, por isso, organizações que aprendem também abrirão espaços para aqueles que estudam e sabem fazer no detalhe. Além disso, conteúdos de maneira geral precisam estar conectados à estratégia. Por mais óbvio que isso pareça, na prática tem muito programa de educação corporativa sem sentido até para quem criou.


2) Um vídeo corporativo precisa ter um formato ADERENTE

Em resumo, nem só de William Bonner é feito um vídeo sério. Além do mais, o Jornal Nacional acumula quedas históricas de audiência, o que sugere que o formato está desgastado. Precisamos olhar pra modelos distantes destes, mesmo que pareçam estranhos a nós. Aliás, quando a área de educação corporativa ou de T&D das empresa para de olhar para seus umbigos e investigam qual a preferência do público alvo dos programas de formação, geralmente os resultados de engajamento tendem a melhorar. Já assistiu ao vídeo da laranja conversando com a maçã? Hey, hey Apple! É antigo, mas uma boa fonte de inspiração pra entender que o céu pode ser o limite.


3) Um vídeo corporativo precisa ter um conteúdo APLICÁVEL

Quem, em sã consciência, pararia num dia lindo de sol para assistir e se encantar com um vídeo corporativo? A quantidade de produções disponíveis na Netflix, Amazon Prime, Apple TV, Popcorn, são estímulos suficiente para qualquer um rejeitar a hipótese de curtir um vídeo da empresa em que trabalha. Nesse sentido, qualquer conteúdo distribuído precisa gerar alguma iniciativa de aplicação. Em outras palavras, o sujeito e a sujeita precisam terminar de assistir com vontade de colocar algum aprendizado em prática.


Concluindo, os três pilares acima são os recursos mais valiosos que um vídeo de treinamento e desenvolvimento precisa ter. O resto é argumento de venda.


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Chega junto!


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