#06 YouTubers na EAD

Atualizado: 11 de Mar de 2020



Já mencionamos em outros posts nossa indignação quando constatamos a quantidade de conhecimento interno que uma empresa desperdiça, joga no lixo, despreza. Afinal, pra onde vai tanta especialização, MBA, mestrado, doutorado, cursos no exterior, workshops e toda a sorte de formação que funcionários se submetem para ter reconhecimento e oportunidades de crescimento na carreira?


Aí, no exato momento do desenvolvimento de um programa de formação em vendas ou de integração de funcionários, alguém tem a brilhante ideia de contratar uma consultoria externa para trazer esses conteúdos. Não temos certeza se está claro para todo mundo, mas a grana encurtou e as chances de terceirizar essas iniciativas diminuíram muito. Em outras palavras, as empresas terão que buscar em casa as soluções de educação corporativa.


Para tanto, precisamos responder duas questões:

1) O modelo Educação a Distância é um caminho viável para formar funcionários?

2) Quais formatos de Educação a Distância são mais promissores?


A resposta da primeira pergunta está nos números do Relatório Analítico da Aprendizagem a Distância no Brasil 2018, realizado pela equipe da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED). Neste relatório, encontramos um “levantamento anual das práticas de aprendizagem a distância nos âmbitos acadêmico e corporativo.”


Apenas como registro, as matrículas para cursos livres não corporativos e corporativos superam em 300% as matrículas dos cursos regulamentados (aqueles aprovados pelo MEC). Esse tamanho da onda que muita instituição está surfando. Quer mais? O número de alunos contabilizados em todas as modalidades pulou dos quase 8 milhões para os 9 milhões e lá vai bordoada.


Agora vamos dar uma olhadinha no que esses cursos livres estão oferecendo como recursos educacionais e qual é a ordem de preferência dos alunos:


1º Teleaulas (ou Videoaulas)

2º Textos digitais (artigos, apostilas, capítulos de livros etc.)

3º Livros eletrônicos (e-books)

4º Vídeos de diferentes gêneros que não sejam teleaulas

5º Objetos de aprendizagem digitais

6º Áudios (podcasts, músicas etc.)

7º Simulações on-line

8º Livros impressos

9º Impressos que não sejam livros (apostilas, capítulos de livros etc.)

10º Jogos eletrônicos

11º Recursos adaptativos


Em primeiríssimo lugar, as teleaulas ou videoaulas com mais de 80% da preferência nos cursos corporativos, acompanhadas dos textos digitais com 78% formam a base dos recursos mais utilizados na formação para funcionários de empresas. Até aqui sem muita novidade porque temos constatado essa tendência nas empresas que nos relacionamos. No entanto, chamamos a atenção para o uso de capítulos de livros como forma de otimizar o tempo das pessoas e direcionar a atenção para o que realmente interessa na busca por mais produtividade. Lamentavelmente, ainda

existem programas que se estendem em conteúdos sem a menor relevância para o funcionário.


Olhando para o quarto lugar que são os vídeos de diferentes gêneros que não sejam teleaulas percebemos um movimento importante para reduzir custos ao buscar conteúdos gratuitos na internet. Tem muita coisa pronta na rede que não precisa ser produzida novamente. Aliás, gente que pensa que tem que produzir tudo do zero em tempos de compartilhamento tá bem desconectada do resto do mundo. Nossa opinião sobre isto é que se está disponível, tem que usar mesmo e economizar! Pronto, falamos!


Outra onda que vem com tudo são os recursos do sexto lugar áudios (podcasts, músicas etc.), em especial os podcasts. São fáceis de produzir (gravador e criatividade). São fáceis de consumir (em qualquer lugar! Qualquer mesmo!). São divertidos (o céu é o limite para a criatividade). E muito baratos (a não ser que você faça na Abbey Road, estúdio dos Beatles, em Londres). Várias reportagens apontaram esse recurso como uma explosão em 2019.


Finalmente, gostaríamos de chamar a atenção para o décimo lugar ou jogos eletrônicos. Com toda certeza, a gamificação veio para ficar nos programas de educação de qualquer espécie. As empresas já descobriram isso e muita gente tá frenética atrás de novidades neste tópico. Vemos para 2020 um protagonismo dos jogos para o engajamento de funcionários em cursos de educação corporativa.


Em 2020, podemos esperar a consolidação de muitas novidades. Segundo, Assumpção (2018), “Outros recursos que despontam no cenário internacional incluem a inteligência artificial, a realidade virtual e aumentada (chamada de realidade mista), a blockchain e os assistentes virtuais.” Quanto a inteligência artificial, várias empresas já começaram o uso de chatbot para dúvidas frequentes de funcionários e até conteúdos estratégicos como dados de vendas, informações de produtos e assim por diante.


Conforme havíamos comentado no início deste post, a falta de recursos obrigará as empresas a buscar mais conteúdo entre seus funcionários do que contratando consultorias para isso. De acordo com o relatório da ABED 2018, a produção interna de conteúdos para cursos livres não corporativos e corporativos corresponde a mais de 60% para o primeiro e mais de 55% para o segundo. A pesquisa também cita a maior frequência de especialistas produzindo esses conteúdos, se comparado ao número de mestres e doutores.


Por um lado pode ser positivo porque isso encoraja as empresas e as pessoas que trabalham nelas a ensinar o que sabem. Por outro lado, precisamos lembrar que o conteúdo produzido por quem passou por programas de mestrado e doutorado tende a ter mais qualidade e profundidade. Não é que deixaremos de utilizar conteúdos produzidos por especialistas, mas temos que incentivar as pessoas a aprofundar os métodos de pesquisa para termos informações mais relevantes.


Somado isto, a atenção também precisa existir em relação a revisão desses conteúdos. Sim, tem coisa que precisará ser jogada fora. O relatório mostra que 37% das instituições que produzem cursos livres corporativos realizam uma atualização das informações. No entanto, tem empresa que faz isso de três em três anos e outras tantas que não fazem atualização de nada. O que temos pra dizer é que em tempos de Google, Wikipedia e Instagram, as iniciativas que pretendem ser verdades eternas nascem mortas.


Exatamente neste argumento é que faremos a virada do post para uma aternativa mais viável e sustentável: os Youtubers na EAD. Veja, o Facebook, Instagram, Google, Youtube e qualquer plataforma ou ferramenta de armazenamento de informação trabalha com o princípio da colaboração. Isto quer dizer que o sucesso do Google, por exemplo, está sustentado tanto na engenharia por trás do site como na contribuição de cada pessoa que deposita ali um conhecimento.


Nem todo mundo tem um estúdio de gravação como a Globo. Nem todo mundo recebe um salário para viver de pesquisa. Nem todo mundo estudou nas melhores escolas de marketing do mundo para fazer sucesso na internet. Mas todo mundo que conquistou isso partiu de um princípio em comum: simplicidade.


A área de Educação Corporativa das empresas precisa aprender a fazer mais simples. Precisa usar o modelo aprimorado por Youtubers para chamar a atenção de seus funcionários para informações estratégicas. Como eles fazem isso?


Essas e outras perguntas serão tratadas em nossos workshops. Nesses encontros mostramos várias soluções já testadas e deixamos diversos modelos para aplicar na sua empresa. Se você ainda não está convencido do sucesso do formato desenvolvido e aprimorado pelos Youtubers, dê uma olhadinha nos números oficiais que selecionamos:


Mais de dois bilhões de usuários conectados ao YouTube acessam a plataforma todos os meses. Diariamente, as pessoas assistem mais de um bilhão de horas de vídeo e geram bilhões de visualizações.”


Uau, imagina uma audiência assim para o programa de educação corporativa da sua

empresa.


“O público tem de 18 a 34 anos. Só em dispositivos móveis, o YouTube atinge mais pessoas nesse público dos EUA do que qualquer canal de TV.”


Alguém na sua empresa tem essa faixa etária. Só pra saber.


Mais de 70% do tempo de exibição do YouTube vem de dispositivos móveis.”


E tem gente com a cara de pau pra dizer que conteúdo corporativo tem que estar no computador da empresa, com acesso por senha de 23 dígitos, alternando entre símbolos, maiúsculas e minúsculas, disponíveis em apenas cinco computadores, sem permissão para inserir pendrive, pra evitar que informações estratégicas vazem. Faz-me rir!


91 países e 80 idiomas. O YouTube está disponível em 91 países e em 80 idiomas diferentes.”


Empresas multinacionais, achamos que é possível fazer da matriz pra filial e vice-versa. Porque teve um passarinho verde que mostrou um treinamento de um país europeu bom pra tirar soneca depois do almoço.


O número de canais que tiveram receitas anuais de seis dígitos no YouTube cresceu mais de 40% ano a ano.”


Seis dígitos é pra cima de milhão. Vai que tem alguém desinformado. A propósito, desculpa se você nunca pensou em lucrar com o conhecimento da sua empresa e se pensou fazia isso da forma errada.


“O número de canais com mais de um milhão de inscritos cresceu mais de 75% ano a ano.”


Macacos me mordam! Como eles conseguem? Muito mais que o BBB de celebridades e anônimos!


Pois é, se você ainda acha que o mundo está errado e que o seu programa é que tinha que ter sucesso, tá na hora de abrir os canais da sua mente, fazer a sua empresa e You surfar nesse Tube! Desculpa o trocadilho...cansados.


Parada para um cochi... zzz


(Por favor, leia o trecho a seguir bem baixinho.)


CANVAS 10EDUC: LUZ, CÂMERA, AÇÃO e GESTÃO!

crie treinamentos online top of mind


REFERÊNCIAS


ABED. Relatório Analítico da Aprendizagem a Distância no Brasil 2018. Disponível em: https://tinyurl.com/w8k3oz5. Acesso em: 22 jan. 2020.


YOUTUBE. YouTube para a imprensa. Disponível em: https://www.youtube.com/intl/pt-BR/about/press/. Acesso em: 22 jan. 2020.

3 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

© Todos os Direitos Reservados| Política de Privacidade | Termos e Condições