#12 GAP das Validações: roteiro



Para o bem ou para o mal, não podemos ficar isentos a crescente demanda de conteúdo das empresas de forma a deixá-las competitivas num mercado em constante mudança.


Isso exigirá um esforço significativo para mudar processos que mostraram-se desconectados com esta realidade. Um bom exemplo disso são os roteiros de gravação de vídeos de T&D. Pouca gente acompanha a saga desta primeira etapa de entregas e, muitas vezes, essencial para o cronograma do projeto.


COMO É FEITO ATUALMENTE?

a) Empresa contrata um especialista.

b) O especialista seleciona o conteúdo para a empresa.

c) A empresa contrata um produtora de vídeos e passa o conteúdo para o roteirista.

d) O roteirista cria os roteiros e devolve para a empresa.

e) Alguém da empresa resolve dar pitacos no roteiro sem ter participado da reunião de briefing.

f) Roteiros são devolvidos para a produtora alterar.

g) São feitas alterações e roteiros voltam para a empresa. h) Outras pessoas da empresa e o conteudista fazem novas alterações. i) O tempo passa muito rápido e impacta no cronograma. j) Roteiros são alterados mais algumas vezes e seguem para validação. k) A validação final atrasa porque nem todos que participaram estão disponíveis pra ler e dar ok. l) Feitas às pressas, a validação final autoriza a filmagem. m) Antes de começar a edição, amostras da arte como cenário virtual, cores, tipos de fontes são enviadas para a empresa validar. n) Aprovada a arte, segue edição do material e entrega dos vídeos. o) Erros no roteiro são encontrados e alterações no vídeo precisam ser feitas. p) Alguém reclama que isso terá impacto no orçamento do projeto. q) A empresa diz que está pagando e que é pra ser feito. r) Alterações são realizadas. s) Novo envio dos vídeos. t) Alguém que não entende de edição resolve dar pitaco em aspectos técnicos da edição como corte, cores, trilha, sonoplastia, animação de lettering. u) Reunião de alinhamento de expectativas é criada às pressas. v) Entrega final dos vídeos. w) A empresa esqueceu de avisar a equipe de comunicação sobre a divulgação do programa. x) Como passou muito tempo, novas alterações nas informações do vídeo precisam ser feitas. y) Alguém joga a toalha. z) O programa fica assim mesmo. acabou as letras) Resultado: um projeto de 2 meses transforma-se num monstro de 8 meses fácil.


COMO PODE SER FEITO?

a) O especialista no tema tem que ser encontrado dentro da empresa.

b) Vários especialistas nos temas do programa formarão uma equipe de levantamento de conteúdo.

Por exemplo.: num Programa de Integração, os temas relacionados à benefícios (férias, transporte, alimentação, 13º, plano de saúde, odontológico, etc) devem ser conduzidos por uma ou duas pessoas do Departamento de Pessoal.

c) Os próprios especialistas criarão os roteiros dos seus conteúdos de domínio baseados em modelos pré-definidos.

d) Se possível, os próprios especialistas no tema gravarão os vídeos dos seus roteiros.

e) A validação final ficará com o RH e os especialistas.


As pessoas da empresa teriam capacidade de escrever roteiros e apresentar vídeos? Sim! Abaixo estão as três principais razões para acreditarmos nisso:


I. Nenhum roteirista terceirizado domina todos os tema solicitados por uma empresa. Portanto, como forma de evitar períodos longos de validação dos roteiros, a solução mais simples é ajudar os especialistas num tema a selecionar conteúdos e escrever roteiros para vídeos curtos.


II. Os roteiros para conteúdos corporativos não devem ser comparados a roteiros cinematográficos.

Quem vai gastar uma fortuna pra desenvolver um roteiro cinematográfico, digno de Oscar, para apresentar um conteúdo de código de conduta?


III. Os vídeos corporativos não podem ter longa duração.

Por acaso um funcionário tem tempo para assistir a um filme de duas horas sobre as práticas de compliance da sua empresa?


Estes pontos já sinalizam uma tendência nas organizações: produzir internamente conteúdos para colaboradores. Não é novidade que isso ocorra, na medida que a tecnologia avança. Por exemplo, a comunicação interna das empresas antes era terceirizada, hoje muitas contratam diagramadores e outros profissionais para simplificar este processo. O mesmo ocorre com filmagens que agora ocorrem com maior frequência na própria empresa ao invés de estúdios de gravação.


Portanto, num futuro bem próximo próximo (Ih! chegou), o especialista, o roteirista e o apresentador serão a mesma pessoa. E o modelo já está sendo aplicado com sucesso, basta acompanharmos os números dos youtubers, na plataforma YouTube.


Aproveita e baixe nosso modelo aqui mesmo no site, seção SOLUÇÕES, depois CANVAS 10EDUC.

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